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Olhar teu silêncio, no fundo dos meus versos,
é saber-te permanência naquele pedaço de alma que escolhi
para guardar em mim a magia das descobertas tardias...
Olho-te para lá da distância e do recorte da solidão que
transpira(mos)
Inspiro e respiro-te.
Emprenho-me de ti o sal da vida e a beleza do sorriso
(que nem sabia que tinha)
Não me canso de pensar e de ouvir as belas músicas
do silêncio
Que contigo aprendi a discernir

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