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A serenidade do outono entrou pela janela da minha percepção e suavizou meus sentidos, pairando no meu coração como sonata. Sou mulher, sensível, mulher apenas e bastante, sou.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Balada de Agosto



Lá fora a chuva desaba e aqui no meu rosto

Cinzas de agosto e na mesa o vinho derramado

Tanto orgulho que não meço

O remorso das palavras

Que não digo

Mesmo na luz não há quem possa

Se esconder do escuro

Duro caminho o vento a voz da tempestade

No filme ou na novela

É o disfarce que revela o bandido

Meu coração vive cheio de amor e deserto

Perto de ti dança a minha alma desarmada

Nada peço ao sol que brilha

Se o mar é uma armadilha

Nos teus olhos


Zeca Baleiro

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